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Artigo da Semana

 

15 a 21 de fevereiro de 2009

 

Assumir o tratamento ou quebrar o termomêtro ...
Mas eu prefiro acreditar que existe vida após a crise...
Todas as crises...

Recentemente recebi um e-mail em resposta a uma das matérias que tenho o habito de enviar a todos que, em minha opinião, possam se interessar pelo assunto/notícia...

Meu interlocutor questionava/discordava de minha “opção pelo otimismo diante da crise”, até certo ponto identificando minha ação como ingênua diante da “gravidade do momento”, segundo ele “a pior crise financeira de todos os tempos e que trará conseqüências jamais pensadas”...

Embora reconhecendo o direito de cada um em externar sua opinião, recuso-me a abrir mão da esperança (na realidade intima certeza) de que estamos diante de uma grande oportunidade de reavaliarmos estratégias e resgatarmos valores, no lugar de engajar-me passivamente na procissão dos que decidiram entregar projetos e sonhos às mortalhas da sinistrose... E pior: que buscam de todas as maneiras contaminar a todos em sua volta com uma visão catastrófica da vida, atacando ou ridicularizando aqueles que persistem, apesar da crise, da dinâmica da vida com seus ciclos naturais, na luta constante de superação e transcendência...

Afinal chegamos aonde chegamos, com acertos e erros, graças a coragem de encarar cada dia e seus desafios...

Há alguns meses atrás participávamos de um evento onde o palestrante, falando sobre a importância da coragem e da persistência, dizia que a criança antes de conseguir dar sua primeira caminhada, superando uma das mais importantes etapas em direção a autonomia, tomava cerca de 1200 tombos!!! E, assim mesmo, a vontade de explorar o espaço, de trilhar o próprio caminho, superava a experiência de cada tentativa fracassada... Dizia ainda, nosso palestrante, que se em nome da segurança, em busca do domínio completo da situação, nossos pais nos poupassem da experiência do andar até estarmos mais “conscientes” dos perigos, dos riscos, das possíveis conseqüências, seguramente raros seriam aqueles que teriam a coragem de andar sobre duas pernas, desafiando a gravidade e todos os obstáculos do caminho... A maioria da humanidade permaneceria, tranqüila, segura e docilmente, engatinhando...

Em meus cinqüenta anos de existência, de caminhadas e muitos tombos (sem contar algumas rasteiras), não recordo um único ano em que a palavra crise não tivesse se apresentado na mídia, nas rodas sociais ou no bate papo entre amigos... Mas assim mesmo aqui chegamos a mais uma crise... Como todas as anteriores, trazendo-nos o resultado de nossas ações (ou falta delas), estratégias, atitudes...

Tal qual os alertas de nosso sistema imunológico, indicando-nos que nos excedemos ou não demos a devida atenção a “saúde” do organismo, exigindo ações que viabilizem não só o retorno a homeostase, mas a adoção de novos comportamentos que assegurem a manutenção da vida, com qualidade cada vez maior...

Diante da febre apontada pelo termômetro prefiramos agir com coragem e determinação, acreditando no futuro restabelecimento a partir das experiências decorrentes dos embates do passado... De nada adianta amaldiçoar o termômetro ou lançá-lo longe de nossos olhos... Por falar em coragem e determinação diante das “crises”, sugiro este excelente discurso de Steve Jobs (fundador da Aple) enquanto paraninfo da turma de 2005 na Universidade de Stanford:

http://www.youtube.com/watch?v=BxsHpFaRK3I

Wladimir Baptista é consultor da
MLW Consultores Ltda - “Porque o recurso é humano...”
www.mlw.com.br
(13) 9172 1984